António José Seguro assume hoje a Presidência da República portuguesa sob o signo da moderação, após uma vitória folgada sobre a direita radical. A cerimónia, que conta com a presença de Daniel Chapo, marca o fim da era mediática de Marcelo Rebelo de Sousa e o regresso de um rosto familiar do PS ao topo da hierarquia do Estado.
Lisboa assiste hoje ao epílogo de uma transição que muitos consideram o regresso à “normalidade institucional”. António José Seguro, o homem que um dia foi derrotado internamente por António Costa, ressurge agora com a legitimidade de 66,84% dos votos para jurar sobre a Constituição no Palácio de São Bento.
A sessão solene, marcada para as 12h00 (hora de Maputo), cumpre protocolo de passagem de pastas. É o início de um mandato que terá de equilibrar as contas de um Portugal europeu com as crescentes tensões sociais que alimentaram o seu principal opositor na segunda volta, André Ventura.
Para Moçambique, o evento reveste-se de particular importância diplomática. Entre os convidados de honra que assistirão ao juramento e à salva de 21 tiros de artilharia, destaca-se a presença do Presidente Daniel Chapo.
A participação dos líderes da CPLP — incluindo João Lourenço e José Ramos-Horta — sinaliza a expectativa de que Seguro, fiel à tradição diplomática portuguesa, mantenha o foco na cooperação estratégica com o “sul global” lusófono, uma área onde o seu antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa, foi particularmente activo, ainda que por vezes de forma pouco ortodoxa.



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